quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Canção do Exílio - Gonçalves Dias

     Ooooo - ooooiiii!!!!
E hoje, para finalizar, eu trouxe o meu poema favorito de todos os tempos. Estudei no segundo colegial e fiz uma análise sobre ele, e achei tão lindo, tão perfeito, que me encantou!

      De acordo com o site Wikipédia, a Canção do Exílio, é uma poesia romântica introduzida na obra lírica Primeiros Cantos, de 1846. Foi produzida no primeiro momento do Romantismo no Brasil, época na qual se vivia uma forte onde de nacionalismo, que se devia ao recente rompimento do Brasil colônia com Portugal. O poeta trata, neste sentido, de demonstrar aversão aos valores portugueses e ressaltar os valores naturais do Brasil.
[...]

    O poema foi recitado ainda no Hino Nacional Brasileiro (no trecho "Nossos bosques têm mais vida; Nossa vida no teu seio mais amores") e na militar Canção do Expedicionário (no trecho Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra; Sem que volte para lá").

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Canção_do_Exílio

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 Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá
AS aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite - 
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o Sabiá.


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     Até semana que vem! Goodbye, Sweeties!
Beijooooo

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Via Láctea - Olavo Bilac


  Hello, Sweeties!

Hoje eu trouxe mais um dos dez melhores poemas brasileiros de todos os tempos. Bora conhecer?



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"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender as estrelas."


     Isso é tudo!
Beijoooo

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Vou - Me Embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira


    Oie pessoas, tudo bem?
Primeiramente, hoje é niver da minha sobrinha mais velha, então: parabéns Mika! Que Papai do céu te abençoe e te guarde, minha amiga, minha companheira de bagunça, desde a infância. Te amo muito!


     Essa semana nós vamos de poemas, então, resolvi escolher três dos dez melhores poemas  brasileiros  de todos os tempos selecionados no site da Revista Bula. Se quiser saber quais são os dez, vou deixar o link aqui. Quando eu estava na faculdade, conheci a obra Itinerário da Pasárgada, onde Bandeira fala um pouco do seu passado, suas experiências, e de Pasárgada, essa palavra que o acompanhou a vida toda, como uma espécie de palavra mágica, tornando-se uma identificação do itinerário do autor. E me apaixonei por esse poema.
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      De acordo com o Wikipédia, "este poema caiu no gosto dos intelectuais e também de pessoas comuns. É utilizado para dizer que existe um lugar onde a pessoa se sente bem e pode realizar seus desejos sob o meio ideal e imaginário como no sentido de utopia, entre inúmeras outras interpretações, o poema se fortalece no meio erótico como função de conforto. O poema também se mostra nostálgico e é entendido como forma de compreensão da solidão, da fuga do monótono e da infelicidade."

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vou-me_embora_pra_Pasárgada

Vou - Me Embora Pra Pasárgada
Lá eu sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou - Me Embora Pra Pasárgada
Vou - Me Embora Pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente 
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando eu estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou - Me Embora Pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade 
Tem prostitutas bonitas 
Pra gente namorar

E quando eu estiver triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei - 
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou - Me Embora Pra Pasárgada

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    Té manhã, pessoas!
Beijoooo


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Cinco Dias, Cinco Contos: Sincericídio - Lígia Dantas

    E hoje estamos aqui para trazer o último conto do projeto, e fico muito feliz que tenha conseguido cumprir a agenda essa semana, rs. Obrigada a todos que estiveram aqui comigo esses dias. 

   Chega de enrolação, né? Bora lá?

Imagem do Wattpad
SINOPSE: Alice vai à uma festa de 15 anos de formada no ensino médio. De todos os reencontros um, em especial, a suga no túnel do tempo. Reencontrar Guilherme, seu namorado de adolescência, traz a tona lembranças e sentimentos sedentos por vazão.

     Sincericídio nos traz um retrato bem claro de como nossa amargura e arrogância podem acabar com nossa vida em um minuto. 

     Alice é uma pessoa amargurada por um recente divórcio, e tenta descontar sua frustração no álcool. A trama começa com Alice tomando um comprimido que ganhou de alguém na clínica em que trabalha, que de acordo com a pessoa, deixa o organismo livre do álcool (não acredito que ela caiu nessa, rs) e, assim, ela poderia beber a vontade sem correr o risco de ficar bêbada. Mas, algo mais a incomodava: o fato de ela estar desacompanhada. Ela achava que o status de relacionamento era importante, e que seus antigos colegas veriam com olhos de acusação. Quando parou para pensar mais nisso, pensou em Guilherme, seu antigo namorado. Chegou na escola e encontrou Marina, uma antiga amiga, que elogiou o fato de ela estar em forma, mesmo já tendo um filho.

    Entraram, começaram a rever antigos colegas, quando ela viu Guilherme. Ele falou com seus amigos, e em seguida veio até ela, e por pouco tempo conversaram, e ela notou que ele ainda mantinha a mesma doçura pela qual ela havia se apaixonado quinze anos antes. Então, após um tempo, eles abriram uma caixa onde continham os desejos deles trancados há quinze anos. Alice ficou apreensiva, pois sabia exatamente o que tinha escrito há quinze anos, e não sabia qual seria a reação de quem estava por ali. Após a leitura da sua carta - desejo de anos atrás, o clima ficou meio tenso, e ela começou a beber mais, e ao Marina tentar se aproximar, ela começou a falar mais que a boca.

Imagem da internet
     Alice na verdade é uma personagem completamente sem noção, muito tapada. Sabe aquelas pessoas que perdem a oportunidade de ficarem quietas? Nossa protagonista é bem assim. A trama vai por um rumo, mas, na metade já dá pra desvendar que vai haver uma reviravolta na situação, e o título não poderia ser melhor. Lígia Dantas como psicanalista consegue ter uma visão de mundo diferente da minha, por exemplo, ela consegue analisar um personagem e denotar o comportamento dele, e o mais difícil: transcrever isso de uma maneira que qualquer público consiga entender. E é fácil entender Alice também, mas, entender suas motivações não justifica o fato de ela ser sem noção desse jeito. Algumas pessoas ficam meio desmioladas com o passar do tempo, rs. Nem sempre ser desmiolada é sinal de ser sem noção, às vezes é apenas um sinal de que você é inocente demais.

     Tive um período da minha vida onde o sincericídio era parte constante da minha vida. Precisei tomar um chá de silêncio de minhas grandes amigas pra aprender que eu deveria manter minha boca fechada em algumas situações. Não que devamos mentir, mas, prestar atenção na maneira como nós falamos é o mínimo da educação. E uma frase pode acabar com nossa vida, vindo de nós ou não. Igual nossa reputação: uma vida pra construir, uma frase pra acabar com ela.

     Sincericídio recebeu menção honrosa no Concurso Café com Letra 4: "Com um toque dos dramas adultos de Liane Moriarty, temos uma história das vontades de adolescente que permanecem incubadas em nós após crescermos e reparamos que a vida não é um conto de fadas: e que não há pílula que nos livre das dores de cabeça que escolhemos para nós mesmos".
Fala sério, chique demais essa Lígia, hein?

     Esse conto está disponível no Wattpad da autora Lígia Dantas (aqui) e lá você encontra muitos outros. Esse tem apenas um capítulo, seis a sete minutinhos de leitura. A Lígia é parceira aqui do blog, primeira parceria foi com ela, e eu a amo por ter confiado em mim. Aqui ainda se acha muita coisa sobre ela, tem entrevista, resenha de conto, resenha do livro Olhos da Deusa - que eu adoro e recomendo - é só sapear por aqui que encontramos.

     Semana que vem, pessoas, programação normal, ok? Adorei fazer esse quadro, quem sabe não faço uma vez por mês? Depende de vocês. Vou ficando por aqui, um excelente final de semana para vocês!

Beijooooo



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cinco Dias, Cinco Contos - Fui Uma Boa Menina? - Carolina Munhóz

    Oi gente, tudo bem?
Bora pro conto de hoje?


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SINOPSE: Nestas páginas de diário, uma adolescente fora do comum escreve sobre seus dramas e conflitos familiares ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, em uma narrativa envolvente, cheia de suspense e, claro, com o toque de fantasia característico de Carolina Munhóz, que vem conquistando jovens leitores por todo o Brasil.
Fui Uma Boa Menina?, conto de estreia da autora na editora Rocco, é um presente de Natal para todos os fãs.

    Bem, o que dizer desse conto? Achei a capa dele linda, estava de grátis na Amazon, e puxa, a capa dele é realmente linda... Adquirido pura e simplesmente por que a capa é bonita, hahahah. Aí guardei no Kindle, e alguns meses depois fui ler. E, como posso dizer... é bonitinho, sabe, mas, a protagonista me irritou um bocado, além de ter achado ela um tanto rasa por assim dizer. Tá, começando do começo:

      Temos aqui uma narradora escrevendo em seu diário o qual ela nomeou de Rosebud, por que "querido diário" não rola e ela está escrevendo o quanto ela odeia a data que o mundo está celebrando no momento. Na verdade, ela se mostra bastante antissocial, dizendo o quanto sempre odiou a comoção e como dormir é mais legal, e logo fica na cara que a data odiosa é nada menos que o Natal (minha época favorita do ano, detalhe, rs!). Aos poucos vamos conhecendo um pouco mais a moça, ela revela que está sofrendo com o luto e diz que faz uma ano que ela está longe "dele". O luto na verdade ela sofre por ter perdido sua mãe, e, não sabendo lidar com a situação, fugiu de sua nevada e gelada cidade e veio para o Brasil em busca de calor físico e humano. Mas onde que entra o fato de ela ser rasa? Bom, nossa protagonista sem nome (êêêêê... mais uma, rs!) fica horas escrevendo sobre o fato de se arrepender por a mãe estar morta e ela nunca ter conseguido se desculpar por ter sido rude com a mesma. Tudo o que ela queria, era um Natal em família, como a maior parte das pessoas no mundo fazem, ela não conseguia entender o motivo de sua família ser diferente. E aí, sua mãe morreu. E ela se culpou, mas, também, culpou seu pai. Muito.

     A pessoa ausente é o pai, logo nas primeiras páginas já conseguimos desvendar isso, não é um spoiler, e em meio ao caos da data festiva, ele consegue encontrar a filha após um ano de procura, e eles podem finalmente ter AQUELA conversa. Parei!

     Sabe, quando meu pai morreu, não sei o motivo, mas, eu me culpei. Me afastei dos meus amigos, mas, não de minha mãe, e creio que se tivesse sido ao contrário, também me achegaria mais ao meu pai. Como pode uma pessoa não conseguir perdoar o pai por algo que ele nem fez? Ao mesmo tempo que a menina se culpava, ela culpava o pai, e durante esse ano de distância, a culpa, o remorso e o ódio estavam corroendo a moçoila ao ponto de ela se tornar socialmente insuportável e ter como companhia um diário, pois, sequer conseguia conversar com as pessoas ao redor. Imagino que a pessoa tem que estar em uma fossa muito grande para chegar ao ponto de não querer saber de mais nada... 

    Mas, apesar de a menina ser rasa, a trama traz uma grande e inesperada surpresa no final, revelando para nós uma situação completamente diferente daquilo que imaginamos, e eu achei super legal ler uma história com esses personagens que nunca havia cogitado a possibilidade de alguém ter escrito sobre eles. Noss! O texto é curto, tem apenas 19 páginas, a gente tem raiva da protagonista mimada, não entendemos os motivos do afastamento dela, mas, o reencontro narrado já no término do conto nos traz reflexões verdadeiras. Não sei se foi a intenção da autora deixar essa mina mimada insuportável, mas, eu só pensava isso o tempo todo, como ela é insuportável, hahahahah.

      Fui Uma Boa Menina está na Amazon, também nunca vi com preço, creio que seja produto permanentemente de grátis. E hoje em dia, com tanta conta pra pagar, achar algo de grátis dá uma alegria tão grande, né? Ahahahahah! Enfim, o link para comprar esse eBook na Amazon está  AQUI. Não conheço outras obras da Carolina Munhóz, mas, sempre ouço falar muito bem dela, então, convido a todos nós para procurarmos mais sobre essa moça que é Potterhead, uhuuuulll!!!! É nóis, bate aí! o/\o

      Vou parando por aqui, tô com sono. Amanhã trarei o último conto da autora parceira Lígia Dantas.

Beijooooo





terça-feira, 17 de outubro de 2017

Cinco Dias, Cinco Contos: O Motivo do Seu Sorriso - Thamy Silvia

     Oie povo!
Bora pra mais um conto sem enrolação?

Imagem do Wattpad


SINOPSE: Karina se apaixonou pela primeira vez e vê a sua timidez se transformar numa enorme barreira entre ela e o rapaz do sorriso mais lindo do mundo. Será que ela consegue superar essa barreira e declarar seu amor por ele?

     Na última semana de aula, Karina que está no nono ano já se sente uma quase adulta, pois em breve fará parte do ensino médio. Ao ir para a escola naquele dia se depara com um gatinho que usava o uniforme da escola para a qual ela iria no próximo ano. O menino era simplesmente fofo, e eles andaram um bom tanto lado a lado, porém, não disseram nada um ao outro. Para Karina bastou isso para que esse inesperado encontro fosse intenso. E o melhor: no outro dia aconteceu novamente. E no outro, e no outro e no outro, ou seja, durante toda a semana, Karina e o estranho passaram momentos juntos, mas, não se falaram. 

    As aulas acabaram, as férias começaram, e a menina imaginou que não veria mais sua paixonite aguda, mas, o que ela não imaginava é que ele fosse amigo de Gustavo, seu amigo também, e através desse garoto, ambos tiveram a oportunidade de se apresentarem formalmente. Ele se chamava Marcus, e Karina sentia seu estômago entrar em colapso quando ficava perto dele.

Imagem da internet

      A amizade entre eles foi imediata, passaram a se falar sempre. Apesar de ser um poço de simpatia e educação, Karina não sentia que Marcus de alguma forma correspondia seu sentimento, e, na dúvida, resolveu tomar suas próprias providências e decidiu que se declararia para ele. Ele morava próximo a sua casa, era muito legal, conversavam bastante, era só ela chegar nele e dar a real. Só que não, coragem, cadê você? Muito mais fácil falar do que fazer, e Karina decidiu que o melhor era adiar por um tempo, para evitar que ela parecesse afobada. Até que um dia...

    Parei por aqui, não falo mais nada, vocês precisarão ir até o Wattpad para saber o restante da história, rs.

     Fiquei pensando na minha época de escola. Na oitava série eu era uma meninona de 14 anos que só queria saber de estudar, não tinha nem saco para os meninos que estudavam comigo, até por que eles eram insuportáveis e eu era vítima de bullying. Quando cheguei no primeiro, graça a Deus aquela corja masculina tinha ficado pra trás, mas, demorou pra eu me interessar por alguém, e, quando me interessei, foi logo pelo menino impossível da escola, hahahah. Me lembro que ele lembrava o AJ dos BackStreet Boys quando mais novo. Até eu descobrir o nome dele, eu me referia a ele como AJ. Paguei uns micos, ele sabia que eu pagava pau pra ele, mas, nunca cheguei nele, não. Até porque eu sabia que era paixonite aguda de menina, e eu sabia que seria rejeitada, ele era bem legal, mas, nem todos os caras que andavam com ele eram legais. Um deles era bastante, e fala comigo até hoje. Um outro que adorava pagar de gatinho rico, se conformou com a vidinha de filho de enfermeira padrão que ganha bem, e está trabalhando em um emprego bastante inferior ao que ele parecia querer. E a minha paixonite aguda? Não sei, ele terminou o colegial e eu nunca mais o vi! Espero que ele tenha tomado jeito, hahahah... Mas sabe, às vezes me pego pensando: "e se eu tivesse chegado nele, eu realmente teria sido rejeitada?" A resposta provavelmente seria sim, mas, nunca saberei, rs. Não me arrependo, mas, fica a dúvida.

Imagem da internet


     Enfim, gentemmm, a Thamy nos traz um texto leve, rico em detalhes, com poucos capítulos e tão, mas tão, mas tão fofo, que me deixou com aquele sentimento de nostalgia. Quem me dera se minha adolescência tivesse sido fofa desse jeito, hahahahah.

     O Motivo do Seu Sorriso está disponível na plataforma Wattpad e para ler, basta clicar AQUI. A Thamy arrasa na escrita detalhista e realista, gente, adorei. Sigam o perfil dela para ficarem sempre por dentro. Para quem assim como eu, no momento está buscando ler coisas mais leves, os posts dessa semana têm esse objetivo, mostrar que em meio aos romances tórridos, paixões frenéticas, violência gratuita, falta de amor próprio e tudo o mais que nos prende por horas nas páginas, ainda temos coisas mais leves para mesclar com tudo isso. 

    Amanhã trarei um conto da Carolina Munhóz para cá, ok?
Então, não perca o post de amanhã!


Beijooooo

(Caraca, agora deu mó saudade dos Back... I don't care/ Who you are/ Where you from/ What you did/ As long as you love me...)


Cinco Dias, Cinco Contos: Trenzalore - Jim Anotsu

    Oieeeee.....
Espero que esteja tudo mara com vocês. Por aqui tá tudo bem, apesar do frio inesperado, estamos bem. E o conto de hoje tem um nome muito sugestivo para quem é Whovian, né? Sim, esse Trenzalore é realmente Trenzalore... Okok, vamos começar do começo, rs.

Imagem MLC

SINOPSE: Conto de Jim Anotsu, autor de "Annabel & Sarah" e "A Morte é Legal". Essa é a história de um garoto. Que encontrou uma garota chamada Valentina. E ela gostava muito de Doctor Who. E algo aconteceu. E um filme de Dalek entrou no meio da história. 

     Conto curto, leitura de menos de meia hora, li no busão voltando pra casa. Aqui temos mais um protagonista sem nome, sabemos apenas que ele era amigo de Valentina. Valentina era uma garota formidável. No primeiro dia de aula dela naquela escola, todos viram apenas que ela era diferente e que gostava de Doctor Who. Gostava não, amava. Andava com o enorme cachecol de Tom Baker, o 4º Doctor debaixo de sol quente, e às vezes era possível encontrá-la de sobretudo (10º Doctor) ou com uma folha de aipo na lapela da camisa (6º Doctor). Quando chegou na escola, subiu na mesa do pátio e gritou: "Olá, Stonehenge!". Conhecia física, mas, não sabia calcular a distância de dois pontos, gostava de geografia e literatura, desde que essas, fossem relacionadas com alguma coisa bem distante do terceiro planeta a partir do sol.

     Um dia, Valentina e seu amigo estavam voltando para casa, ela estava usando camisa de botões, paletó e gravata borboleta, e estava extremamente pensativa. No meio do caminho tinha um banco, ela se sentou, tirou a chave de fenda sônica do bolso, apertou e ouviu o barulho da mesma e convidou o amigo para ir até a casa dela para juntos assistirem a um filme antigo de Daleks, desde que ele levasse pipoca, porém, o garoto tinha treino no dia sugerido e não poderia comparecer. Continuaram caminhando em passos lentos e poucas palavras.

"Eu me lembrava de como as pessoas costumavam implicar com a aparência dela nos primeiros dias, mas, o que mais ficava presente em cada fibra do meu cérebro era que justamente a estranheza daqueles cabelos bagunçados e olhos azuis chamava a minha atenção. Ela era tão diferente do resto das pessoas que me atraia para o seu redor como um daqueles peixes fluorescentes que se vêm em documentários na TV."

Imagem MLC


     Após voltarem a caminhar, a garota levantou alguns questionamentos sobre Maria Antonieta, a rainha da França que eles tinham estudado na aula de História. Começou a perguntar se era possível que Maria Antonieta pudesse ter sentido medo no dia da morte de Luis XVI, principalmente pelo fato de saber que seria a próxima. O garoto não soube responder, o que a levou a indagar o trecho que dá nome a obra:

"-Eu só andei pensando nela, sabe. Ela nem tinha nossa idade quando saiu da Áustria. Imagine o que é largar sua vida inteira, tudo o que você conhece para entrar em um universo desconhecido. O Doctor em um dos episódios diz que 'há um lugar no qual você nunca deve ir. Um lugar em todo o tempo e espaço no qual você nunca deve se encontrar.'
-Trenzalore - respondi, aquele havia sido um dos últimos episódios que havíamos assistido juntos, aquele antes do especial de cinquenta anos da série, e alguns detalhes ainda estavam em minha mente.
-Sim, Trenzalore... Maria Antonieta foi até. O Palácio de Versalhes foi sua Trenzalore muito pessoal e intransferível. Um ponto fixo no tempo. O Doctor sabe que um dia ele irá para lá e todos nós sabemos que um dia iremos até lá... Só que não antes da hora. Horários são quase importantes para viajantes do tempo"

    Quando cheguei nesse parágrafo, eu tinha apenas uma certeza: que esse conto não teria um final feliz. Mas, não vou dizer mais nada, acho que vocês terão que ler para tirarem suas próprias conclusões.

     Encontrei esse conto por acaso sapeando a Amazon no início do ano. Vi o nome "Trenzalore", e pensei imediatamente: "será que é um conto Whovian?" A resposta veio apenas meses depois, quando eu li. Nesse conto nós notamos coisas como: 
  • Nem sempre vale a pena esperar pelo momento certo, às vezes perdemos tempo tentando ser mais corajosos e depois é tarde demais;
  • Não devemos julgar as pessoas pela aparência ou por seus gostos peculiares;
  • Às vezes é melhor assistir um filme de Dalek hoje do que viver no "e se" pro resto da vida...
    Okok, já falei demais, já chega. Trenzalore ainda está de grátis na Amazon, clique AQUI para adquirir. Acho que é gratuito permanente. Confesso que chorei, e o ultimo parágrafo é emocionante. A última frase então, apenas os Whovians saberão o significado de algumas palavras, mas, a ideia geral fica explícita. 

"Em Gallifrey, Barcelona ou Raxacoricofallapatorius. Ela está flutuando no vórtice do tempo e sabe que eu a amei!"

Imagem MLC

     Leiam, gentemmm, leiam mesmo. Vale a pena, super indico. Amanhã trago mais um conto brasileiríssimo lá do Wattpad, allright?


     Allons-y!

PS: Galiffrey, Barcelona e Raxacoricofallapatorius são nomes de planetas citados na série, tá?



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